É considerada uma das mais bonitas livrarias do mundo. Outras fotos comprovam.
Alguém saiu pelas conferências Estados Unidos afora com uma câmera tomando fotos dos bibliotecários presentes (todos muito brancos, de óculos e os homens barbados).
Na foto, Meredith Farkas, de quem eu sou fã e já me contou gostar de música brasileira.
Eu que já escrevi sobre o tema, acho a idéia bem interessante. Quando eu tiver uma boa câmera posso tentar fazer o mesmo. Aliás, o meu projeto de bibliotecários brasileiros tatuados está incubado. Quando eu tiver mais tempo, preparo o lançamento.
Dois anos atrás eu escrevi um post solicitando sugestões de sites que ofereciam livros audíveis em língua portuguesa. Naquela época a possibilidade de explorar a expansão dos aparelhos mp3 ainda engatinhava, e hoje no Brasil o panorama não mudou muito. Não se trata da perda de uma oportunidade comercial, porque até que se prove o contrário, vou continuar acreditando que as pessoas (consumidores, usuários) não tem interesse em utilizar esse tipo de formato (livros narrados, em mp3), mesmo supondo que atualmente, todas as pessoas que eu conheço, sabem o que é um arquivo mp3 ou possuem um aparelho tocador de mp3. É um nicho que não desperta nenhum interesse por parte das grandes editoras e nem apelo pelos supostos leitores (no Brasil livros em geral não o fazem…)
Logicamente, se pensarmos em termos de disseminação da informação, de livros em domínio público, de livros audíveis grátis, a coisa parece ser mais interessante, mas ainda assim, nada a comemorar.
De qualquer forma, eu sempre conversei com o Gustavo Henn por exemplo, que é dono da editora Baluarte, sobre as possibilidades de oferecer aos consumidores e usuários o conteúdo original dos livros em diversos formatos, e consequentemente em diversos preços.
Uma coisa a ser defendida é que se as possibilidades existem, e se elas são relativamente de baixo custo, então os serviços podem ser explorados da melhor forma.
Imaginem um grupo de alunos que com um ferramental simples (um software de captura de áudio e um microfone) podem gravar o conteúdo das aulas, com o consentimento do professor ou algo do tipo, e depois editar esse arquivo em áudio de forma que sirva como elemento de fixação da matéria ou um auxílio para provas e testes. Cada arquivo poderia ser espalhado entre os colegas, e todos poderiam ouvir em seus aparelhos de mp3, enquanto estão presos no trânsito, no translado da casa para a universidade ou estágio.
Apenas a ilustração de uma possibilidade.
Cerca de dois anos atrás também pensei na ExtraLibris em criar um blog com capítulos de livros de domínio público, uma espécie de podcast. Eu gravava tudo no audacity e publicava os arquivos no Archive.org. Eu achava que isso seria um grande trunfo para os deficientes visuais, e algo que as bibliotecas e bibliotecários deveriam apostar. Parei de fazer porque me envolvi com outras coisas (além de alguns empecilhos jurídicos).
Mas bom, eu fazia numa boa, em casa, artesanalmente. Simples.
De qualquer forma, o post original de 2006 merece esta atualização porque até hoje as pessoas respondem, sugerindo links. E eu, que estava desatento ao nicho, acabei conhecendo novos serviços e editoras que estão produzindo livros audíveis. Acessem o post original e leiam os comentários. Dentre eles, os textos em áudio da biblioteca virtual do estudante da língua portuguesa (em arquivo .ra, melhor seria em mp3, mas já um avanço), com excelente coleção. E o plugme, extensão áudio da editora Ediouro.
A minha menção honrosa continua sendo para o projeto Librivox
E quem quiser reivindicar o algodão-doce, me envia o endereço residencial que eu mando pelo correio
Estante de Led Gigante
ISKO UK
Estão disponíveis os MP3 e os PDF da apresentações da ISKO que teve como assunto “Compartilhamento de vocabulários via WEB”. Um prato cheio para quem gosta de tesauros. Só pessoas que são referência na área.
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O Google Knol já está liberado para uso!
Ele é uma espécie de Wikipédia do Google, mas com a diferença em que os autores do artigo são conhecidos e os artigos são moderados. É um conhecimento criado com confiança em autoridades, mas óbviamente limitado também por elas. É sem dúvida um grande concorrente para a Wikipédia..
O Traité de Documentation do Paul Otlet é uma das grandes obras que são referência na Biblioteconomia, mas ninguém nunca leu. Foi muito citada para a 1ª lista dos Livros que influênciaram a Biblioteconomia. Há uns anos atrás, eu resolvi procurá-la na USP e achei registros na FEA, no IEB e na Faculdade de Direito. Fui na FEA e nenhum dos dois exemplares estava lá, não conheço o IEB direito e a Faculdade de Direito é no centro da cidade e por isso desencanei um pouco de ir atrás deste livro.
Como estou de férias e estava de bobeira, decidi ir atrás dele na faculdade de direito da USP. Consegui chegar até o livro, mas foi com certeza a biblioteca em que mais fui mal atendido em toda a minha vida. O livro é de 1934 e ainda por cima descobri que a USP só empresta livros para cópia que são mais novos que 1935… fiquei na mão…
Mas por uma grande ironia do destino, e graças principalmente ao trabalho de digitalização de obras raras, descobri que o livro está disponível para download no repositório institucional da Universidade de Ghent. Mas mesmo assim, eu tentei de noite e não consegui, mas consegui baixar de manhã, nao sei o porque disso… ele tem 200 mb, mas para quem se interessa pela história, acho que vale a pena.
Se não conseguirem baixar, deixa um comentário que eu dou um jeito de enviar…
PS. Para quem se interessa sobre o Paul Otlet, vale a pena ler a dissertação da Paola de Marco Lopes dos Santos: “O ponto de inflexão Otlet: uma visão sobre as origens da documentação e o processo de construção do princípio monográfico”, que está disponível no banco de teses da USP.
Ranganathan no original
Eu não me lembro se já publiquei aqui, mas sempre vale a pena publicar de novo. Estão disponíveis na DLIST algumas obras do Ranganathan para download.
Etiqueta de lombada?
Xii, eu acho que nem sei o nome correto isso, mas chamo de etiqueta de lombada, o que neste caso não é bom pq não é uma etiqueta.. em inglês é book label.. mas o que vale é o design:



Esse é um trabalho da Valerie Madill










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